Conceito de trabalho

Diferentes enfoques orientam os mais variados modelos de intervenção e tratamento dos distúrbios emocionais, das doenças mentais e, entre elas, os relacionados ao abuso de substâncias psicoativas e são um exemplo da diversidade de pressupostos acerca do ser humano, da representatividade destas manifestações e do que cada corrente entende por “intervenção terapêutica”.

Nossa intervenção está alicerçada na compreensão unicidade de cada caso e do momento emocional e clinico do paciente e de seus familiares.

Nosso Programa Terapêutico se fundamenta em uma abordagem integral, buscando a compreensão das especificidades de cada caso, do quadro emocional, clinico e psíquico, do histórico familiar, sócio cultural e da evolução do diagnóstico.

Estamos sempre revendo, atualizando e adequando a nossa forma de intervir, através de reuniões com os profissionais envolvidos em cada caso.

Para ajudar uma pessoa emocionalmente adoecida, quase sempre em conflito consigo mesma, angustiada, deprimida, por vezes, marginalizada... é preciso um profundo conhecimento profissional e competência.

É preciso saber acolher as crises e compreender o que está sendo manifestado, através das regressões, fugas e repetições.

É preciso conhecer as leis das perturbações e da maturidade emocional, através dos relacionamentos e de uma intervenção integral na busca da cura interior.

O tratamento dos distúrbios emocionais e das dependências químicas é um processo, composto por fases distintas e dentro de uma a abordagem multidisciplinar.

A internação, em alguns casos, é uma fase importante, porém, não será determinante para a efetividade do tratamento, e a mesma não se aplica a todos os casos.

Paralela a esta realidade, construiu-se um conceito equivocado, de que o tratamento esta relacionado exclusivamente a Internação, quando em realidade, a internação é a fase inicial do processo de intervenção.

O abuso de drogas não é um desvio de caráter ou uma fraqueza, é um transtorno mental e de comportamento em decorrência do uso abusivo de substâncias.

É uma doença progressiva e pode chegar à cronicidade, cujos sintomas atingem não somente o usuário, mas todos aqueles que com ele convivem. Portanto, quanto antes for diagnosticado e tratado melhor será o resultado da intervenção.

Ao mesmo tempo é, também, um sintoma de uma sociedade, onde a oferta massiva e a diversidade de substâncias que geram dependência esta presente em todas as camadas sociais.