TRATAMENTO SEM INTERNAÇÃO

Programa de Tratamento Sem Internação

Nossa experiência e especialização profissional de mais de 30 anos, é reconhecida e atua dentro das normatizações dos Organismos e das Instituições Internacionais de Saúde Mental, confirmando que o tratamento do abuso de substâncias psicoativas é um processo composto por fases distintas, no qual a abordagem multidisciplinar é um pressuposto básico.

Diferentes enfoques têm orientado a multiplicidade de modelos, níveis e formas de intervenção terapêutica na área das dependências químicas e de outros distúrbios mentais e de comportamento e revelam a diversidade de pressupostos acerca do diagnóstico, da intervenção terapêutica e dos possíveis prognósticos.

Paralela a esta realidade, construiu-se um conceito, por vezes equivocado, de que o tratamento está relacionado exclusivamente à internação, quando, na realidade, esse modelo de intervenção, constitui-se, quando necessário, em uma fase inicial do processo de tratamento, e não necessariamente aplicável a todos os pacientes.

Nossa intervenção está fundamentada em uma abordagem Humanista Existencial e Cognitiva Comportamental.

O Tratamento Sem Internação é indicado para pacientes: não gravemente dependentes, que possuam motivação própria para abster-se da substância de abuso, que se disponham a promover mudanças em seus hábitos sociais e em sua rotina diária, que possuam ou desejem resgatar seus papéis produtivos.

Os princípios básicos para esta modalidade de tratamento são: Assiduidade e pontualidade nas sessões agendadas, a participação ativa dos familiares no processo terapêutico, realização periódica de testes toxicológicos para detecção do uso de substâncias, compreensão de que a abstinência total de drogas é o objetivo superior de nossa intervenção.

Em uma fase inicial, a Proposta Terapêutica se realiza através de dois ou mais atendimentos individuais semanais com o paciente, atendimentos individuais com os membros da família, especialmente os que convivem com o paciente e/ou com pessoas com as quais tenha convívio.

Ao longo do processo terapêutico serão realizadas atendimentos psicoterápicos com o paciente e seus familiares, considerando sempre que os profissionais que acompanham o paciente não são os mesmos que acompanham os familiares.

Quando há indicação é indicada sessões de terapia de família, sempre e com a anuência do paciente e familiares e com a participação de dois ou mais profissionais envolvidos no caso.

Com o objetivo de estarmos continuamente atualizados acerca da evolução de cada paciente, dos ganhos alcançados e das vulnerabilidades ainda existentes, nossa equipe técnica realiza, periodicamente, reuniões de avaliação do caso, cujas conclusões serão compartilhadas com familiares e com o paciente e, quando for o caso, poderá ser sugerido um novo encaminhamento que poderá passar parta um outro nível de intervenção.

ORIENTAÇÃO FAMILIAR

Programa de Orientação Familiar

Se seu ente querido não aceita cuidado profissional, busque-o para si!

As pessoas que convivem com um dependente químico são propensas a desencadear distúrbios emocionais de ansiedade, pânico, depressão, entre outros. Os conflitos e a desarmonia familiar que emergem das alterações comportamentais do dependente geram ou agravam um contexto familiar disfuncional.

É comum o relato de país e cônjuges com sentimento de culpa, por vezes de traição e sempre de impotência em decorrência do uso de drogas de seu familiar.

O abuso de substâncias surge em um contexto familiar que apresenta características próprias e especificas. Neste sentido, para se alcance efetividade no processo de intervenção terapêutica, é muito importante que os familiares procurem apoio e orientação profissional para si mesmos.

Na maioria dos casos são os familiares ou pessoas próximas, que acompanham o paciente na busca de um tratamento. É importante, dentro desse movimento, escutá-los e engajá-los no processo terapêutico, através de atendimentos individuais, com o objetivo de entender o histórico, a dinâmica e o contexto familiar.

O acompanhamento profissional para os familiares objetiva orientar os membros próximos, sobretudo os que convivem diretamente com o paciente, para obterem uma compreensão ampla e profunda sobre a questão da dependência e dos transtornos mentais e de comportamento que emergem deste adoecimento.

A partir da compreensão de que a família tem que, primeiramente buscar apoio e orientação, aceitando o fato de que a solução desta questão, tem como único protagonista o paciente, todos poderão coadjuvar de forma menos sofrida, facilitadora e mais terapêutica frente a questão.

Tornando-se possível uma nova postura, de mudanças comportamentais e funcionais na forma de compreender, agir e reagir as situações que comumente emergem no convívio com o paciente.

Acreditando na potencialidade da família no processo de tratamento, nossa Instituição desenvolve um Programa de Orientação e Acompanhamento Familiar, com o objetivo de intervir no processo disfuncional e provocar sua posterior ruptura. Mas, para tanto é necessário o um discurso e uma postura uniforme em relação ao paciente, a busca ou manutenção da abstinência e a administração assertiva do abuso, sintomas de abstinência e recaídas.

O campo fértil para a manipulação se limitará na mesma proporção em que a compreensão, a postura reacional e o discurso dos membros da família se alinhar.

TRATAMENTO PÓS INTERNAÇÃO

Programa para a Fase de Pós Internação

O acompanhamento psicoterápico e, por vezes, psiquiátrico para pacientes egressos da fase de internação, constitui-se na fase mais delicada do processo de tratamento, na qual o paciente irá retomar o contato os fatores internos e externos, mantenedores do abuso, tais como, seu meio social, o acesso a oferta, cada vez mais diversificada de substâncias e, por mais prolongada que possa ter sido a fase de internação, a compulsão pelo reexperimento se fará presente.

Existe uma falsa cultura de que dependência química não tem tratamento, o que não corresponde em absoluto a realidade. O elevado índice de tratamentos e casos de insucesso está diretamente relacionado primeiramente, à ausência de abordagens especializadas, associada a uma equivocada compreensão de que o tratamento se resume a primeira fase do processo terapêutico, ou seja, a internação.

O Programa de Pós internação tem como objetivo superior consolidar a abstinência e/ou a administração dos episódios de reexperimentos, além de:

- Orientar e conceder ao paciente a capacidade de mudar padrões reacionais recorrentes, através de novas estratégias de enfrentamento de sua compulsão, através de um programa de prevenção;

- Mudanças de hábitos de horários, organização e contextos sociais, que estavam relacionados ao abuso de substâncias e a instituição de uma rotina saudável em seus dias;

- Resgate ou instituição de papéis produtivos nas dimensões intelectiva (acadêmica ou estudantil), profissional, instituição de atividade física;

- Orientar o paciente e seus familiares para uma compreensão acerca do abuso de substâncias, sob o ponto de vista cientifico e fundamentada em uma dimensão humana, não condenatória, que compreenda o vazio e o sofrimento que que se tornaram fatores mantenedores desta tão repetitiva e nociva opção de viver;

- Se estes objetivos terapêuticos forem alcançados, emergirá uma nova forma de conviver, ouvir e escutar um ao outro, tornando-se possível uma comunicação saudável e respeitosa e a consequente rearmonização familiar.

Nosso Programa de Pós Internação é composto, inicialmente, por dois ou mais atendimentos individuais semanais para o paciente, atendimentos individuais com familiares e atendimentos familiares, com a presença de todas pessoas (profissionais, familiares e paciente) envolvidas no processo terapêutico.

Com o objetivo de estarmos continuamente atualizados acerca da evolução de cada paciente, dos ganhos alcançados e das vulnerabilidades ainda existentes, nossa equipe técnica realiza, periodicamente, reuniões de avaliação do caso, cujas conclusões serão compartilhadas com familiares e com o paciente e, quando for o caso, poderá ser sugerido um novo encaminhamento que poderá passar parta um outro nível de intervenção.

Em grande parte dos casos, torna-se impossível a obtenção de um bom prognóstico e efetividade no tratamento sem a fase de Pós Internação.