Tratamentos

Avaliações de Caso:

Cada manifestação doentia acomete um paciente...
Cada paciente tem uma mente...
Cada mente é um universo infinito...

Quando a motivação familiar encontra especialização e competência profissional, o resultado será sempre o melhor possível.

Nossa “Avaliação” tem como objetivo superior o acolhimento, a orientação e o acompanhamento da família, para que tenha uma compreensão mais profunda, menos sofrida e mais efetiva na administração e no encaminhamento do caso. .

É quase sempre presente a diferença de representatividade do distúrbio e/ou do abuso de substâncias, para o paciente e seus familiares.

Esta diferença de representatividade gera um desgaste e, consequentemente, um empobrecimento na comunicação e se constitui em origem de conflitos, incompreensões e confrontos familiares.

Além disso, é comum uma pertinente sensação de impotência por parte dos familiares e por vezes de culpa.

Nas avaliações buscamos compreender, respeitar e considerar as especificidades de cada caso, de cada contexto familiar, da substância de abuso e do estágio da doença, tais como:

- Histórico de vida, familiar e emocional,
- Histórico do uso, abuso e/ou dependência e da substância de abuso,
- Quadro clínico, psíquico e emocional,
- Contexto e a dinâmica familiar, social e funcional,

Nossa Avaliação de Caso é realizada por uma equipe interdisciplinar, possibilitando-nos desta forma, compreender e intervir com efetividades na diversidade de desafios que se colocam nesta área. O atendimento de avaliação familiar é de suma importância.

A partir da avaliação é possível indicar ou atender o paciente e seus familiares para um modelo de tratamento (Clinica Especializada, Hospital Dia, Comunidade Terapêutica, Ambulatório, Grupos de Auto, etc...) que esteja o mais adequado possível ao histórico, estágio da doença e do quadro atual do paciente, de seu contexto e condições familiares.

O Primeiro Princípio para o Tratamento de Dependentes Químicos é que:

Não existe nenhum programa terapêutico, nenhuma metodologia, abordagem ou filosofia de Intervenção que seja eficaz para todos os casos. Cada caso é um caso e deve ser tratado como tal...

Tratamento Sem Internação / Ambulatorial Semi-Intensivo

O tratamento é um processo composto por fases distintas e dentro de uma a abordagem multidisciplinar. A internação, em alguns casos, é uma fase importante, porém, não será determinante para a efetividade do tratamento, e a mesma não se aplica a todos os casos.

Diferentes enfoques têm orientado os mais variados modelos de intervenção terapêutica para os distúrbios emocionais e o abuso de substâncias psicoativas, e são exemplos da diversidade de pressupostos acerca da doença e do tratamento.

Paralela a esta realidade, construiu-se um conceito equivocado, de que o tratamento esta relacionado exclusivamente a Internação, quando, em realidade, a internação é a fase inicial do processo de intervenção.

O Tratamento sem internação é indicado para pacientes não gravemente dependentes, que não estejam resistentes ao tratamento e que possuam papéis produtivos preservados.

Tem como critérios: a participação familiar, a realização periódica de testes toxicológicos para detecção do uso de substâncias e a abstinência total do uso de drogas, inclusive bebidas alcoólicas.

Inicialmente, os atendimentos são realizados individualmente com o paciente e também com seus familiares.

Dependendo do resultado da avaliação, caso os objetivos estabelecidos não tenham sido alcançados, o encaminhamento será revisto pela equipe e indicado aos familiares.

Programa Ambulatorial - Pós Internação

É correta a afirmação de que o início efetivo do tratamento se dará no dia da alta da internação, no qual o paciente terá que conviver com oferta de drogas, a ansiedade de como se conduzirá em seu meio social e familiar, além das expectativas, quase sempre, exacerbadas por parte da família em relação ao paciente.

É a fase mais crítica e delicada do tratamento de qualquer distúrbio, mas, sobretudo da dependência química, na qual o paciente retoma contato com oferta da substância, seu meio social, suas companhias e os locais, que estão estreitamente relacionados a dependência química.

É Importante ressaltar que além destes fatores externos, o paciente ainda terá que lidar com episódios compulsivos, que certamente ainda se farão presentes.

Não existe tratamento efetivo sem o acompanhamento ambulatorial na fase de pós-internação, na qual tanto o paciente como a família tem muitas expectativas, quase sempre diferentes, gerando ansiedade e uma dificuldade muito grande em definir o que é possível e o que deve ser mudado efetivamente.

Nesta fase a família tem que estar ativamente presente no processo terapêutico e ter uma compreensão da doença, das eventuais recaídas e a forma de conduzi-las. Neste sentido, a orientação e o acompanhamento familiar é parte importante para a efetividade dos ganhos obtidos na internação.

Possibilitando não só uma compreensão mais ampla e profunda do adoecimento, como também uma postura uniforme por parte de todos os familiares, para que o campo de manipulação seja reduzido ao máximo.

Programa Ambulatorial de Acompanhamento e Orientação Familiar

A dependência surge dentro de um contexto familiar que apresenta características comuns. Quando se promove e intervenção terapêutica com o dependente é de fundamental importância o envolvimento e a participação familiar.

Frequentemente a família vem trazendo o paciente; e é importante escutá-la e envolvê-la no processo de tratamento. Posteriormente ao acolhimento, realiza-se uma entrevista inicial que tem como objetivo a elaboração de um histórico familiar, aprofundando o conhecimento da dinâmica e do contexto familiar.

Os familiares que convivem com um usuário de substâncias são pessoas propensas a desencadear distúrbios emocionais de ansiedade, pânico, depressão, entre outros. Os conflitos e a desarmonia familiar que emergem das alterações comportamentais do dependente geram ou agravam um contexto familiar disfuncional. É comum o relato de país com sentimentos de culpa, por vezes de traição e sempre de impotência em decorrência do uso de substâncias de seu familiar.

O acompanhamento profissional especializado para familiares, objetiva orientar os membros da família, sobretudo os que convivem com o paciente, para obterem uma compreensão ampla e profunda e sobre a doença e, consequentemente, promoverem mudanças comportamentais e funcionais na administração e nas reações familiares acerca das situações que emergem deste convívio.

O discurso e a postura uniforme por parte da família é uma instrumento de grande eficácia na prevenção e administração assertiva das recaídas.

Acreditando na potencialidade da família no processo de tratamento, nossa Instituição desenvolve um programa de orientação e acompanhamento familiar, composto de diferentes atividades, com o objetivo de intervir na dinâmica familiar para o rompimento do processo disfuncional.

OBJETIVOS TERAPEUTICOS:

- Promover para o paciente e seus familiares a informação tecnicamente ampla e profunda sobre o que é o diagnóstico, quais os fatores atenuantes, os mantenedores e os agravantes, assim como, construir em conjunto com a família e o paciente, estratégias e ferramentas comportamentais que inviabilizem as recaídas.

- Apoiar e orientar pacientes e familiares na busca da verdadeira representatividade neuroquímica, psicológica, emocional e sobretudo, existencial do desejo recorrente de alterar o estado de consciência, através da manutenção do abuso de substâncias, apesar das perdas decorrentes na vida social, familiar, estudantil, clínica, psíquica, funcional, mental e emocional.

- Suporte e reforço da motivação para o tratamento, objetivando a superação das dificuldades próprias da fase de abstinência;

- Facilitar a compreensão e a contextualização da dinâmica que se estabelece no uso de substâncias psicoativas, dos fatores mantenedores e da origem desta questão, assim como, orientar acerca das consequências clinicas, psíquicas, emocionais e familiares.

- Favorecer o enfrentamento com a realidade, assumindo responsabilidades e confrontando frustrações;

- Mudar hábitos de organização, tempo, locais e companhias;

- Aprender a reconhecer e valorizar o corpo, como instrumento na busca do equilíbrio e integração corpo-mente;
- Compreender o sentido de tempo livre em seus mais amplos aspectos, através de atividades recreativas, sociais, intelectuais e lúdicas;

- Motivar projetos pessoais viáveis e decisões que contribuam para um sentido positivo da vida.